A dramática questão dos Refugiados

A dramática questão dos Refugiados

Ao longo destes últimos meses muito se tem escrito sobre esta questão da entrada massiva de milhares de refugiados na Europa que fogem da guerra e da morte. Os meios de comunicação todos os dias transportam para nossa casa imagens chocantes e dramáticas que espelham o desespero e a angústia de centenas e centenas de crianças, jovens, adultos, idosos, homens e mulheres. Isto para não falar dos milhares que morrem afogados na sua tentativa de aqui chegar.
Toda esta gente que chega à Europa merece e tem que ser acolhida. São nossos irmãos, independentemente de crenças e culturas diferentes e em nome valores europeus de matriz cristã: - respeito pela dignidade da pessoa humana, defesa dos direitos humanos e solidariedade com os que sofrem-,  há que  respeitá-los e dar-lhe todo o apoio que necessitam, mesmo correndo o risco de haver infiltrações de terroristas. 
Com muitos têm dito, e em particular o Papa Francisco, é preciso uma política comum e de colaboração dos Estados, da sociedade civil, de organizações religiosas, como é necessário generosidade e competência e eficiência, mas também lucidez.
É também evidente para todos que este problema dos refugiados não vai terminar enquanto persistirem as causas que estão a originar este grande fluxo migratória: a pobreza e a guerra nos países de origem.
Que podemos e devemos fazer para além do acolhimento fraterno aos refugiados? Hoje muitas vozes se levantam, defendo a realização de uma operação militar (guerra à guerra) que elimine os lideres dos Estados ou dos autodenominados estados para ser possível estabelecer a paz e o desenvolvimento económico e assim, desta forma travar, a debandada dos cidadãos desses espaços.
O Padre e Teólogo Anselmo Borges, na sua recente crónica no Diário de Notícias escrevia: «Como já aqui tenho escrito, será preciso atacar e destruir com a força das armas, no terreno, o bárbaro e intolerável autoproclamado Estado Islâmico». 
Ao invés das convicções do padre teólogo, alguns sugerem que a questão militar é um recurso que não pode ser usado, porque não é eficaz e sugerem antes medidas que sequem as fontes de financiamento bem como e a recusa de venda de armas aos movimentos terroristas. 
Quem tem razão? Estamos perante um problema muito complexo. Temos que reconhecer que a Europa não tem condições para acolher todos os refugiados mas pode ter actuações de curto e médio prazos. Por outro lado alguns países da Europa têm responsabilidades no desenvolvimento dos problemas que geraram esta onda migratória, quer por colaborarem nas «aventuras» bélicas do Sr. Bush, quer por venderem armas para o próximo oriente.
Para ajudar a uma reflexão sobre o problemas dos refugiados pomos à disposição dos nossos leitores, dois documentos distintos sobre esta temática:

Forum Abel Varzim
Lisboa, setembro de 2015