A MISÉRIA IMERECIDA

A MISÉRIA IMERECIDA

Em 1937 Abel Varzim[1] escreveu: 
«... A miséria que aflige a classe operária, não é apenas, nem sobretudo, uma miséria material. A par dela, com ela, devido a ela, sofrem os operários de misérias mais dolorosas; a miséria moral, a miséria intelectual, a miséria social. E, porque toda esta miséria é imerecida, porque dela não teve culpa, a imensa maioria da humanidade vive em condições contrárias à vontade de Deus que é Justo, que é Santo, que odeia a iniquidade. ...»

Recordamos esta texto, ao ler um artigo no jornal «Voz da Verdade», e pensarmos na situação de MISÉRIA IMERECIDA que se vive hoje em dia em Portugal, e noutros Países. No citado artigo Pedro Vaz Patto escreve:
«A questão da desigualdade de rendimentos no mundo inteiro tem sido objeto de vários estudos recentes. Por exemplo, um estudo da organização Oxfam International, publicado em janeiro, intitulado Working for the few, revela que, no plano mundial, os 10% mais ricos detêm 84% da riqueza e os 70% mais pobres detêm apenas 3%. Sete em cada dez pessoas habitam países onde as desigualdades se acentuaram nos últimos trinta anos. Salienta esse estudo que alguma desigualdade pode ser reflexo da compensação do esforço e do mérito, mas os níveis de desigualdade hoje prevalentes vão muito para além disso. E traduzem-­se não apenas numa desigualdade de resultados, mas numa desigualdade de oportunidades, uma desigualdade à partida, que para muito»...

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[1] in: Revista "LUMEN" - 687/694