Estatutos

Preâmbulo
 
Cada ser humano é responsável por si, pela sua formação integral e pelo domínio de si mesmo, com vista ao aperfeiçoamento próprio e da comunidade em que se insere.
Por sua vez, as comunidades dignificam-se e avançam quando honram a memória, aprofundam e prosseguem o pensamento e o testemunho daqueles que, abnegadamente, mais se empenharam no serviço do bem comum.
Abel Varzim, pela sua inteligência, cultura, carácter, Fé e coerência de vida e acção, deixou um legado que urge assumir e projectar na sociedade portuguesa, para que se torne mais moderna, solidária e desenvolvida.

Nesta perspectiva se constituiu o Forum Abel Varzim, que radica nos seguintes fundamentos:

  1. Entende-se por desenvolvimento tudo o que concorra para o bem-estar material, social, político, cultural e espiritual das pessoas e das sociedades;
  2. O desenvolvimento da sociedade só é eficaz e harmonioso quando promove o crescimento integral das pessoas, que não apenas o progresso económico;
  3. O desenvolvimento é obra de todo a sociedade e não apenas da classe política. Impõe-se, por isso, institucionalizar formas de consulta eficaz aos cidadãos e aos corpos intermédios, promovendo a sua participação e co-responsabilidade na definição de estratégias adequadas e suficientemente claras;
  4. A economia deve estar ao serviço do Homem e não inversamente, submetendo-se a critérios éticos e ao cumprimento de normas transparentes;
  5. O desenvolvimento económico não pode subordinar-se apenas às “leis de mercado”, a decisões arbitrárias do poder político e a interesses de grupos, nacionais ou internacionais;
  6. Impõe-se, no conjunto do processo económico, proclamar o primado da pessoa humana;
  7. O verdadeiro desenvolvimento supõe a solidariedade e esta assenta na igualdade essencial de todos os homens;
  8. Urge conferir à Família o lugar primordial de humanização da pessoa e da sociedade;
  9. A Escola, as confissões religiosas, as instituições públicas e privadas devem promover uma formação e uma consciência moral, cívica e espiritual, solidárias com vista a uma prática social responsável e participativa;
  10. Preconizamos a adopção de medidas que favoreçam o desenvolvimento da economia social;
  11. Sustentamos o conceito de responsabilidade social das empresas;
  12. Estamos empenhados na promoção de uma sociedade assente num desenvolvimento sustentável, capaz de gerar maior justiça social, e não comprometer as gerações futuras;
  13. O Voluntariado representa uma das formas mais dinâmicas de promover a solidariedade, pelo que deve ser estimulado por todos os meios e segundo as capacidades de cada um;
  14. Só a educação e a prática da responsabilidade e da solidariedade social podem anular a cultura do individualismo, do comodismo e do egoísmo presentes em estratos da sociedade portuguesa;
  15. É imperioso desenvolver entre nós a consciência de que a solução dos grandes problemas do País depende, acima de tudo, do esforço, do trabalho, da iniciativa e da participação activa de todos, para o que se impõe libertar as energias de que são detentores;
  16. No difícil e complexo caminho da integração europeia, bem como das exigências impostas por um mundo cada vez mais global, é forçoso que Portugal preserve a sua identidade cultural e os seus valores específicos como Nação;
  17. Proclamamos a necessidade de os cidadãos estarem abertos à colaboração com todos os homens empenhados na transformação e melhoria da sociedade portuguesa, numa atitude de respeito mútuo e tolerância

 

Anexos: